"Se dez vidas eu tivesse, dez vidas eu daria ao Brasil."
Tiradentes
Joaquim José da Silva Xavier, nasceu em Pombal, distrito de São João del Rey (hoje Tiradentes/MG), em 1746. Com o falecimento da mãe, em 1755 e de seu pai, quando tinha 11 anos, todos os irmãos são distribuídos entre os parentes. Tiradentes ficou com seu padrinho e tio, Sebastião Ferreira Leitão, que era cirurgião, e o ensinou a prática de dentista/médico (daí o apelido) e engenheiro.
Entrou para a carreira militar - pertenceu ao Regimento Dragões de Minas Gerais - e chegou a alferes muito cedo. Decidido, estudou muito com seus dois irmãos padres. Sua curiosidade o levou a estudos demográficos, geográficos, geológicos, mineralógicos.
Quando morou no Rio de Janeiro, desenvolveu grandes projetos como a canalização dos rios Andaraí e Maracanã para melhoria do abastecimento de água - porém seus projetos não eram concluídos por falta de deferimento do governo, o que fazia com que seu desejo de liberdade crescesse. Mas, ao envolver-se na Inconfidência conspirando contra a Coroa portuguesa, foi preso, em 1789, no Rio de Janeiro.
Em 21 de abril, comemoramos o dia do primeiro sonho de um Brasil livre da colonização portuguesa, exato dia esse em que Tiradentes, no ano de 1792, morreu enforcado.
Mito e herói nacional, Tiradentes, tem seu dia comemorado pelo desejo humano da liberdade. Deu a vida pelo povo brasileiro e pelo seu ideal. Como patrono cívico do Brasil passou por 40 interrogatórios para assumir sozinho a culpa de uma revolução que faria sozinho, mesmo se preciso.
Ao morrer estava com a face vermelha, olhava para o céu e comentou com o carrasco que o enforcaria: "Nosso Senhor morreu também nu, por meus pecados".
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